sábado, 26 de julho de 2014

POR QUE PARARAM DE CORRER?


“Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade? Gálatas 5:7).
         Caro leitor, com tristeza vejo que muitos que começaram bem a carreira, de repente pararam de correr. Estava indo bem na maratona da justiça, santidade, oração, conhecimento de Deus na Palavra, no amor cristão e na manifestação da piedade, mas simplesmente pararam. Parecia que voavam com asas de águias rumo às alturas, mas de repente olharam para baixo, tiveram medo e se esconderam em algum penhasco. Porque pararam de correr, quando estavam correndo tão bem?
         Será que deixaram de lado o zelo que tanto tinham? Antes confessavam no viver que pertenciam a Cristo de coração; que realmente criam e recebiam de coração os santos ensinos da graça. Antes guardava no íntimo a antiga fé e estavam dispostos a morrer pela verdade que confessavam crer. Mas o que aconteceu que pararam de correr no caminho da verdade? Será que abandonaram a antiga fé, pelo fato que acharam um caminho mais fácil? Será que encontraram um evangelho mais adaptável ao homem e menos exigente? Será que se ajuntaram ao mundo, a fim de buscar novos conceitos de vida cristã? Será que no anseio de fugir da pressão mundana, simplesmente atiraram fora do “barco” aquilo que parecia ser muito pesado? Será que pararam de olhar para a cruz e assim perderam a alegria e a paz?
         Quem foi que impediu vocês de continuar a carreira? Ah, eu sei que vocês encontram tanta desculpa! Podem agora estar alegando que foi a severidade do seu pastor. Mas, por que pararam de orar por ele? Por que pararam de dar graças a Deus pela vida do seu pastor? Antes vocês eram amigos e fieis em zelar pelo ministério bíblico, mas agora simplesmente abandonaram alguém que pelo ensino buscava o bem de suas almas?
         Acreditam que foram os irmãos da igreja? Por que não se dispuseram a orar por eles. Talvez foi o mundo. Será! Por que o mundo? Será que as belezas da velha e antiga Sodoma atraíram tanto seus olhos, a ponto de desviar a fé no calvário? Será que a alegria da redenção não foi suficiente para suas vidas, e Cristo não mais satisfaz suas almas? Talvez tenha sido o diabo. É provável. Mas, por que não houve da parte de vocês a disposição de resistir ao inimigo, a fim de que ele fugisse? (Tiago 4:7).
         É bem provável que tal desânimo é derivado de seus corações, não? Talvez o orgulho de não querer seguir a rota cristã nos passos da humildade de Cristo (Filipenses 2). Talvez tenha sido por simples negligência, porque pararam de ler a Bíblia, deixaram de lado a oração, tiveram preguiça para aproveitar os meios que a graça dá na liberdade de cultuar a Deus, deixaram a mesa do Senhor, a fim de buscar os banquetes mundanos.
         Caros irmãos, acordem! Despertem! O prejuízo é totalmente de vocês! Vocês nem sabem que agora muitos santos estão bem adiantados no caminho, porque não pararam de correr. Enquanto isso vocês lá atrás olhando para a direita e esquerda do sistema mundano. Acordem irmãos! O caminho é longo até às portas da nossa cidade! Pode bem ser que a fé que vocês confessaram ter não é a genuína fé, por isso pararam. Cuidado porque é nesse orgulho que muitos são apanhados nas armadilhas mortais ao longo do caminho!

Pastor David Sena 
Fonte: http://oevangelhodagloriadecristo.blogspot.com.br/ 


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domingo, 8 de junho de 2014

SÉRIE DISCIPULANDO DA IGREJA EVANGÉLICA MISSÃO PENTECOSTAL - LIÇÕES 13 A 18

LIÇÃO NR 13 – RESPONSABILIDADES DO CRISTÃO - CONGREGAR E TESTEMUNHAR


TEXTOS BASES:  Hebreus 10.25 e Atos 1.8

1) Congregar sempre (Koinonia)
a. Congregar (significado) CON+AGREGAR [CON: estar junto; AGREGAR: trazer ao mesmo ponto.
b.  Não refere-se a local físico, mas ao ajuntamento. Estar junto. Implica em estar na igreja (igreja física - salão, em uma escola, em um lar (campanha dos lares), nas reuniões dos Grupos de Evangelismo e Comunhão (GEC) e outros.
c. Congregar sempre implica em orar uns pelos outros e manter comunhão com os irmãos. (Tg 6.16 / Col 3.16.)
d. Congregar consolida a doutrina em nossas vidas. (Atos 2.42)
e. Congregar traz a presença de Cristo em nosso meio. (Mat 18.20)
f. Congregar fortifica laços. (Prov 17.9 e 28.23)
g. Congregar inspira ministérios (Ex 35.21)
2) Ser testemunha
a. Tome cuidado com seu linguajar, palavrões, palavras torpes.(Ef 4.29-32)
b. Renuncie toda idolatria. (I Co 10.14; Ex 20.3-5;  I Tm 2.5)
c. Porte-se de maneira decente: no vestir, andar, trabalhar, negociar, etc (I Pe 3.1.
d. Viva uma vida cheia do Espírito Santo, sempre observando se você tem dado frutos e quais são.  (Gl 5.17-25).
e. Nunca olhe para trás (Lc 9.62) – Lc 17.32
f.  Um bom testemunho te leva a conhecer tudo a respeito da Igreja Evangélica Missão Pentecostal.
g. Trabalho.
h. Familiares.
i. Escola.
j. Ambientes fora da igreja.

 

LIÇÃO NR 14 – RESPONSABILIDADES DO CRISTÃO - O BATISMO NAS ÁGUAS


TEXTOS BASES:  Mateus 28:19.20


1) O modo de se batizar
A palavra "batizar", usada na fórmula de Mateus 28:19.20. significa literalmente mergulhar ou imergir. Essa interpretação é confirmada por eruditos da língua grega e pelos historiadores da igreja. Mesmo eruditos pertencentes a igrejas que batizam por aspersão admitem que a imersão era o modo primitivo de batizar. Além disso, há razões para crer que para os judeus dos tempos apostólicos, o mandamento de ser "batizado" sugeriria "batismo de prosélito", que significava a conversão dum pagão ao Judaísmo. O convertido estava de pé na água, até ao pescoço, enquanto era lida a lei, depois do que ele mesmo se submergia na água, como sinal de que fora purificado das contaminações do paganismo e que começara uma nova vida como membro do povo da aliança. De onde veio, então, a prática da aspersão e de derramar a água? Quando a igreja abandonou a simplicidade do Novo Testamento, e foi influenciada pelas idéias pagãs, atribuiu importância antibiblica ao batismo nas águas, o qual veio a ser considerado inteiramente essencial para se alcançar a regeneração. Era, portanto, administrado aos enfermos e moribundos. Posto que a imersão não era possível em tais casos, o batismo era administrado por aspersão. Mais tarde, por causa da conveniência do método, este generalizou-se. Também, por causa da importância da ordenança, era permitido derramar a água quando não havia suficiente para praticar a imersão. Notem a seguinte citação dum antigo escritor do segundo século, agora concernente ao batismo, batiza assim: havendo ensinado todas essas coisas, batiza em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo, em água viva (corrente). E se não tiveres água viva, batiza em outra água; e se não podes em água fria, então em água morna. Mas se não tiveres nem uma nem outra, derrama água três vezes sobre a cabeça, em o nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Não obstante, o modo bíblico e original é imersão, o qual corresponde ao significado simbólico do batismo, a saber, morte, sepultura e ressurreição. (Rom. 6:1-4.)
2) A fórmula
"Batizando-os em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo" (Mat. 28:19). Como vamos reconciliar isso com o mandamento de Pedro: "...cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo"? (Atos 2:38). Estas últimas palavras não representam uma fórmula batismal, porém uma simples declaração afirmando que recebiam batismo as pessoas que reconheciam Jesus como Senhor e Cristo. Por exemplo, o "Didaquê", um documento cristão escrito cerca do ano 100 A.D., fala do batismo cristão celebrado em nome do Senhor Jesus, mas o mesmo documento, quando descreve o rito detalhadamente, usa a fórmula trinitária. Quando Paulo fala que Israel foi batizado no Mar Vermelho "em Moisés", ele não se refere a uma fórmula que se pronunciasse na ocasião; ele simplesmente quer dizer que, por causa da passagem milagrosa através do Mar Vermelho, os israelitas aceitaram Moisés como seu guia e mestre como enviado do céu. Da mesma maneira, ser batizado em nome de Jesus significa encomendar-se inteira e eternamente a ele como Salvador enviado do céu, e a aceitação de sua direção impõe a aceitação da fórmula dada por Jesus no capítulo 28 de Mateus. A tradução literal de Atos 2:38 é: "seja batizado sobre o nome de Jesus Cristo". Isso significa, segundo o dicionário de Thayer, que os judeus haviam de "repousar sua esperança e confiança em sua autoridade messiânica". Aqueles que são batizados em nome do triúno Deus, por esse meio estão testificando que foram submergidos em comunhão espiritual com a Trindade. Desse modo pode-se dizer acerca deles: "A graça do Senhor Jesus Cristo e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos" (2 Cor. 13:13).
3) O recipiente
Todos os que sinceramente se arrependem de seu pecado, professam a fé no Senhor Jesus, são elegíveis para o batismo. Na igreja apostólica o rito era acompanhado das seguintes expressões exteriores:
a. Profissão de fé. (Atos 8:37.)
b. Oração. (Atos 22:16.)
c. Voto de consagração. (1 Ped. 3:21.)
d. Visto que as crianças não têm pecados de que se arrepender e não podem exercer a fé, logicamente são excluídos do batismo nas águas. Com isso não os estamos impedindo que venham a Cristo (Mat. 19:13,14), pois eles podem ser consagrados a Jesus em culto publico.
4) A eficácia
 O batismo nas águas, em si não tem poder para salvar; as pessoas são batizadas, não para serem salvas, mas porque já são salvas. Portanto, não podemos dizer que o rito seja absolutamente essencial para a salvação. Mas podemos insistir em que seja essencial para a integral obediência a Cristo. Como a eleição do presidente da nação se completa pela sua posse do governo, assim a eleição do convertido pela graça e pela glória de Deus se completa por sua pública admissão como membro da igreja de Cristo.
5) O significado
O batismo sugere as seguintes idéias:
a. Salvação. O batismo nas águas é um drama sacro (se nos permitem falar assim), representando os fundamentos do Evangelho. A descida do convertido às águas retrata a morte de Cristo efetuada; a submersão do convertido fala da morte ratificada, ou seja, o seu sepultamento; o levantamento do converso significa a conquista sobre a morte, isto é a ressurreição de Cristo.
b. Experiência. O fato de que esses atos são efetuados com o próprio convertido demonstra que ele se identificou espiritualmente com Cristo. A imersão proclama a seguinte mensagem: "Cristo morreu pelo pecado para que este homem morresse para o pecado." O levantamento do convertido expressa a seguinte mensagem: "Cristo ressuscitou dentre os mortos a fim de que este homem pudesse viver uma nova vida de justiça."
c. Regeneração. A experiência do novo nascimento tem sido descrita como uma, "lavagem" (literalmente "banho", Tito 3:5), porque por meio dela, os pecados e as contaminações da vida de outrora foram lavados. Assim como o lavar com água limpa o corpo, assim também Deus, em união com a morte de Cristo e pelo Espírito Santo, purifica a alma. O batismo nas águas simboliza essa purificação. "Levanta-te, e lava os teus pecados (isto é, como sinal do que já se efetuou)" (Atos 22:16).
d. Testemunho. "Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo" (Gál. 3:27). O batismo nas águas significa que o convertido, pela fé, "vestiu-se" do caráter de Cristo de modo que os homens podem ver a Cristo nele, como se vê o uniforme no soldado. Pelo rito de batismo, o convertido, figurativamente falando, publicamente veste o uniforme do reino de Cristo.

LIÇÃO NR 15 – RESPONSABILIDADES DO CRISTÃO - A CEIA DO SENHOR


TEXTO BASE: Êxodo 12.1 ao 14

1) Significado e objetivo
A Santa Ceia significa o alimento para a alma e para o espírito. Cear é alimentar-se. Santa Ceia nada mais é que ALIMENTO SANTO.
A ceia tem um sentido, um objetivo de memória. Lembrar-se. Lembrar-se de que? Por quê? Há uma aliança divina atrás desse lembrar-se. Casos como da mulher de Ló (Lc 17.32), casos do copeiro de José (Gn 40.20), do homem da CRUZ (Lc 23.42) ensinam-nos que quando a Bíblia fala em lembrar ela nos remete a fatos anteriores vividos entre quem deve se lembrar do fato e alguma pessoa ou coisa. No caso de Jesus dizer da mulher de Ló, era para que seus discípulos não ficassem olhando para o passado, para trás, então ele os desafia a lembrar-se da mulher de Ló (virou estátua de sal por ter olhado para trás quando saia de Sodoma). O copeiro de José no Egito. José diz a ele: “lembra-te de mim”. Ele devia lembrar que foi José quem revelara seu sonho na prisão. Assim, temos que lembrar do sacrifício de Jesus na cruz ao morrer por nós, pois ali Ele selou eternamente a aliança de Deus com a humanidade. Ali ele nos restaurou para Deus. Ali toda a maldição da Lei foi quebrada, de modo que ao cearmos lembraremos sempre disso.
2) Quando foi instituída
Nasceu na celebração da saída do EGITO. Isso não como doutrina para a igreja, mas com o sentido de fazer memória daquilo que Deus fez pela seu povo. Do mesmo modo que celebravam a saída do Egito, o igreja celebra o sacrifício de Jesus Cristo. Ele mesmo (Jesus), depois, ordenou que fizéssemos isso. A Ceia é a segunda ordenança que o Senhor deu à sua Igreja. A primeira ordenança foi o "Batismo". Na Nova Aliança, foi instituída pelo próprio Cristo.  Na noite anterior à Sua crucificação, o Senhor instituiu a Ceia do Senhor. Mc 14:22-26.

3) Características específicas da Santa Ceia do Senhor
a. A importância da instituição da Ceia de Jesus Cristo é recordada pelos três primeiros autores do Evangelho. Mat 26:26-29; Mc 14:22-26; Lc 22:17-20.
b. Isso também foi lembrado por Paulo em carta à igreja de Corinto. I Cor 11:23-26.
c. A Ceia deveria ser uma ordenança permanente até o retorno de Cristo. I Cor 11:26.
d. A ceia deve ser observada por determinados indivíduos (Heb 2.14), quais sejam, os que comem e bebem do corpo. Assim, não é conveniente que uma pessoa que ainda não foi batizada participe dessa cerimônia, pois ela é para os filhos e o modo público que uma pessoa tem para provar sua fé em Cristo Jesus e sua conversão é por meio do Batismo. Logo, quem não é batizado não deve participar da Ceia do Senhor.
e. Reforço que apenas os CRENTES estão autorizados a compartilhar da Ceia.  Aqueles que compartilharam do "partir do pão" foram aqueles que "de bom grado receberam a Sua Palavra" e "perseveraram na doutrina dos apóstolos" (Atos 2:41-42).
f. A igreja local deveria observar essa ordenança em conjunto, como um corpo unificado, e não privadamente. I Cor 11:33.
4) Alguns significados e conclusões
a. É, portanto, uma ordenança.
b. Não se consome sangue e carne, mas se responde por isso. Responsabilidade.
c. Memorialismo. Jesus disse: "fazei isto em memória de mim" (Lc 22:19; I Cor 11:24-25).
d. Recordação da Morte de Cristo em nosso lugar. I Co.11:25-26.
e. Saúde (Isaias 53.4): corpo machucado e crucificado. I Cor 11:23-24.
f. Perdão de pecados e comunhão, pelo sangue derramado, que Ele verteu por nós. Apoc 7.14 e 1.5
g. Alegria (traz a memória a morte, não o nascimento): há uma troca em se celebrar mais o nascimento de Jesus que sua morte. Ocorre que seu nascimento nada seria se ele não morresse em nosso lugar. A Memória de sua morte não é tristeza, mas alegria, pois na morte  é que se consumou a VIDA.
5) Periodicidade
Não há regra para isso. Uma vez ao mês é uma ótima solução para essa questão. Elementos usados na Ceia do Senhor: suco de uva (evitar o uso do vinho) e pão (algumas igrejas usam sem fermento).

LIÇÃO NR 16 – A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

TEXTO BASE: Lucas 24.49

1. Introdução

A doutrina sobre o Espírito Santo é um dos pilares do verdadeiro cristianismo.Na teologia, essa doutrina é chamada de pneumatologia ou paracletologia, por ser a disciplina cujo objetivo é o estudo sistemático do Espírito Santo, seus dons, seu ministério e sua origem.
Curiosidade: o Espírito Santo é mencionado no Velho Testamento 86 vezes; no Novo Testamento 281 vezes, e só no livro de Atos, 57 vezes.
2. Quem é Espírito Santo?
O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2, e daí em diante sua presença é proemi-nente em ambos os Testamentos. O vocábulo que dá sentido ao seu nome é o grego pneuma, vindo da raiz hebraica ruach.
O termo “espírito”, tanto no hebraico, “rûah”, como no grego, “pneuma”, denota primariamente “ vento”, “ respiração” e, especialmente, “espírito” que, assim como vento, é invisível, material e poderoso. Mas a palavra rûah e pneuma podem referir-se também ao espírito humano, aos anjos e a Deus. Quando se refere a Deus, tanto “ ruach como “ pneuma” tem conotação especial, porque Ele é o “ Espírito Eterno”(Hb 9.14).
3. As evidências bíblicas da divindade do Espírito Santo
O Espírito Santo possui atributos divinos:
- ETERNIDADE – Ele é eterno ( Hb 9.14).
- ONIPRESENÇA –Ele está presente em todo lugar (Sl 139.7-10).
- ONIPOTÊNCIA – Ele tem pleno poder sobre todas as coisas (Sl104.30; Lc1.35).
- ONISCIÊNCIA – Ele conhece tudo ( 1Co 2.10,11). Incontestavelmente, o Espírito Santo é Deus!
4. As evidências bíblicas da personalidade do Eespírito Santo.
a. O téologo Antonio Giberto define personalidade: “É o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma pessoa”.
b. São três os atributos que revelam uma personalidade: o intelecto, a vontade e o sentimento.
c. O Pr Antonio Gilberto afirma que: “No Espírito Santo vemos essa triplicidade de atributos da personalidade, a saber:
1) INTELECTO: “ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus” (1 Co 2.11).
2) VONTADE: “[O Espírito] repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11)= “ a intenção do Espírito”( Rm 8.27).
3) SENSIBILIDADE: “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus” (Ef 4.30).
5. Atividades do Espírito Santo que evidenciam sua divindade:
a. O Espírito revela (2 Pe 1.21).
b. O Espírito ensina (Jo 14.26).
c. O Espírito testemunha (Gl 4.6).
d. O Espírito intercede (Rm 8.26).
e. O Espírito fala (Ap 2.7).

LIÇÃO NR 17 – O ESPÍRITO SANTO NA EXPERIÊNCIA HUMANA - PARTE I 

TEXTO BASE: Lucas 24.49


1. Convicção.

Em João 16:7-11 Jesus descreve a obra do Consolador em relação ao mundo. O Espírito agirá como "promotor de Justiça", por assim dizer, trabalhando para conseguir uma condenação divina contra os que rejeitam a Cristo. Convencer significa levar ao conhecimento verdades que de outra maneira seriam postas em dúvida ou rejeitadas, ou provar acusações feitas contra a conduta. Os homens não sabem o que é o pecado, a justiça e o juízo; portanto, precisam ser convencidos da verdade espiritual. Por exemplo, seria inútil discutir com uma pessoa que declarasse não ver beleza alguma numa rosa, pois sua incapacidade demonstraria falta de apreciação pelo belo. Precisa ser despertado nela um sentido de beleza; precisa ser "convencida" da beleza da flor. Da mesma maneira, a mente e a alma obscurecidas nada discernem das verdades espirituais antes de serem convencidas e despertadas pelo Espírito Santo. Ele convencerá os homens das seguintes verdades:
(a) O pecado de incredulidade. Quando Pedro pregou, no dia de Pentecoste, ele nada disse acerca da vida licenciosa do povo, do seu mundanismo, ou de sua cobiça; ele não entrou em detalhes sobre sua depravação para os envergonhar. O pecado do qual os culpou, e do qual mandou que se arrependessem, foi a crucificação do Senhor da glória; o perigo do qual os avisou foi o de se recusarem a crer em Jesus. Portanto, descreve-se o pecado da incredulidade como o pecado único, porque, nas palavras dum erudito, "onde esse permanece, todos os demais pecados surgem e quando esse desaparece todos os demais desaparecem". É o "pecado mater", porque produz novos pecados, e por ser o pecado contra o remédio para o pecado. Assim escreve o Dr. Smeaton: "Por muito grande e perigoso que seja esse pecado, tal é a ignorância dos homens a seu respeito que sua criminalidade é inteiramente desconhecida até que seja descoberta pela influência do Espírito Santo, o Consolador. A consciência poderá convencer o homem dos pecados comuns, mas nunca do pecado da incredulidade. Jamais homem algum foi convencido da enormidade desse pecado, a não ser pelo próprio Espírito Santo."
(b) A justiça de Cristo. "Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais" (João 16:10). Jesus Cristo foi crucificado como malfeitor e impostor. Mas depois do dia de Pentecoste, o derramamento do Espírito e a realização do milagre em seu nome convenceram a milhares de judeus de que não somente ele era justo, mas também era a fonte única e o caminho da justiça. Usando Pedro, o Espírito os convenceu de que haviam crucificado o Senhor da Justiça (Atos 2:36, 37), mas também ele lhes assegurou que havia perdão e salvação em seu nome (Atos 2:38).
(c) O juízo sobre Satanás. "E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (João 16:11). Como se convencerão as pessoas na atualidade de que o crime será castigado? Pela descoberta do crime e seu subseqüente castigo; em outras palavras, pela demonstração da justiça. A cruz foi uma demonstração da verdade de que o poder de Satanás sobre a vida dos homens foi destruído, e de que sua completa ruína foi decretada. (Heb. 2:14,15; l João 3:8; Col. 2:15; Rom. 16:20.) Satanás tem sido julgado no sentido de que perdeu a grande causa, de modo que já não tem mais direito de reter, como escravos, os homens seus súditos. Pela sua morte, Cristo resgatou todos os homens do domínio de Satanás, devendo estes aceitar sua libertação. Os homens são convencidos pelo Espírito Santo de que na verdade são livres (João 8:36). Já não são súditos do tentador; já não são obrigados mais a obedecer-lhe, agora são súditos leais de Cristo, servindo-o voluntariamente no dia do seu poder. (Sal. 110:3.) Satanás alegou que lhe cabia o direito de possuir os homens que pecaram, e que o justo Juiz devia deixá-los sujeitos a ele. O Mediador, por outra parte, apelou para o fato de que ele, o Mediador, havia levado o castigo do homem, tomando assim o seu lugar, e que, portanto, a justiça, bem como a misericórdia, exigiam que o direito de conquista fosse anulado e que o mundo fosse dado a ele, o Cristo, que era o seu segundo Adão e Senhor de todas as coisas. O veredito final divino foi contrário ao príncipe deste mundo — e ele foi julgado. Ele já não pode guardar seus bens em paz visto que Um mais poderoso o venceu. (Luc. 11:21, 22.)
A obra criadora do Espírito sobre a alma ilustra-se pela obra criadora do Espírito de Deus no princípio sobre o corpo do homem.
Voltemos à cena apresentada em Gên. 2:7. Deus tomou o pó da terra e formou um corpo. Ali jazia inanimado e quieto esse corpo. Embora já estando no mundo, e rodeado por suas belezas, esse corpo não reagia porque não tinha vida; não via, não ouvia, não entendia.Então "Deus soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente". Imediatamente tomou conhecimento, vendo as belezas e ouvindo os sons do mundo ao seu redor. Como sucedeu com o corpo, assim também sucede com a alma. O homem está rodeado pelo mundo espiritual e rodeado por Deus que não está longe de nenhum de nós. (Atos 17:27.) No entanto, o homem vive e opera como se esse mundo de Deus não existisse, em razão de estar morto espiritualmente, não podendo reagir como devia. Mas quando o mesmo Senhor que vivificou o corpo vivifica a alma, a pessoa desperta para o mundo espiritual e começa a viver a vida espiritual. Qualquer pessoa que tenha presenciado as reações dum verdadeiro convertido, conforme a experiência radical conhecida como novo nascimento, sabe que a regeneração não é meramente uma doutrina, mas uma realidade prática.
 Vide João 14:17; Rom. 8:9; 1Cor. 6:19; 2Tim. 1:14: 1João 2:27; Col. 1:27; 1João 3:24; Apo. 3:20. Deus está sempre e necessariamente presente em toda parte; nele vivem todos os homens; nele se movem e têm seu ser. Mas a habitação interior significa que Deus está presente duma maneira nova, mantendo uma relação pessoal com o indivíduo. Esta união com Deus, que é chamada habitação, morada, é produzida realmente pela presença da Trindade completa, como se poderá ver por um exame dos textos supra citados. Considerando que o ministério especial do Espírito Santo é o de habitar no coração dos homens, a experiência é geralmente conhecida como morada do Espírito Santo.
Muitos eruditos ortodoxos crêem que Deus concedeu a Adão não somente vida física e mental mas também a habitação do Espírito, a qual ele perdeu por causa do pecado. Essa perda atingiu não somente a ele mas também os seus descendentes. Essa ausência do Espírito deixou o homem nas trevas e na debilidade espiritual. Quando, não logo, pouco a pouco, ataca essas falhas, uma após outra, ora estas ora aquelas, entrando nos mínimos detalhes de modo tão cabal que, não podendo escapar à influência do Espírito, um dia esse homem será perfeito, glorificado pelo Espírito, e resplandecente com a vida de Deus".
Requisitos. Deus é soberano na questão de outorgar os dons; é ele quem decide quanto à classe de dom a ser outorgado. Ele pode conceder um dom sem nenhuma intervenção humana, e mesmo sem a pessoa o pedir. Mas geralmente Deus age em cooperação com o homem, e há alguma coisa que o homem pode fazer nesse caso. Que se requer daqueles que desejam os dons?
(a) Submissão à vontade divina. A atitude deve ser, não o que eu quero, mas o que ele quer. Às vezes queremos um dom extra-ordinário, e Deus pode decidir por outra coisa.
(b) Ambição santa. "Procurai com zelo os melhores dons" (1Cor. 12:31; 14:1). Muitas vezes a ambição tem conduzido as pessoas à ruína e ao prejuízo, mas isso não é razão de não a consagrarmos ao serviço de Deus.
(c) Desejo ardente. Seu desejo ardente pelos dons naturalmente resultará em oração, e sempre em submissão a Deus. (Vide 1Reis 3:5-10; 2 Reis 2:9, 10.)
(d) Fé. Alguns têm perguntado o seguinte: "Devemos esperar pelos dons?" Posto que os dons espirituais são instrumentos para a edificação da igreja, parece mais razoável começar a trabalhar para Deus e confiar nele a fim de que conceda o dom necessário para a tarefa particular. Desse modo o professor da Escola Dominical confiará em Deus para a operação dos dons necessários a um mestre; da mesma maneira o pastor, o evangelista e os leigos. Uma boa maneira de conseguir um emprego é ir preparado para trabalhar. Uma boa maneira de receber os dons espirituais é estar "na obra" de Deus, em vez de estar sentado, de braços cruzados, esperando que o dom caia do céu.
(e) Aquiescência. O fogo da inspiração pode ser extinguido pela negligência; daí a necessidade de despertar (literalmente "acender") o dom que está em nos (2Tim. 1:6; 1 Tim. 4:14). Querer. É preciso querer.
As Escrituras admitem a possibilidade da inspiração demoníaca como também das supostas mensagens proféticas que se originam no próprio espírito da pessoa. Apresentamos as seguintes provas pelas quais se pode distinguir entre a inspiração verdadeira e a falsa.
(a) Lealdade a Cristo. Quando estava em Éfeso, Paulo recebeu uma carta da igreja em Corinto contendo certas perguntas, uma das quais era "concernente aos dons espirituais", 1Cor. 12:3 sugere uma provável razão para a pergunta. Durante uma reunião, estando o dom de profecia em operação, ouvia-se uma voz que gritava: "Jesus é maldito." é possível que algum adivinho ou devoto do templo pagão houvesse assistido à reunião, e quando o poder de Deus desceu sobre os cristãos, esses pagãos se entregaram ao poder do demônio e se opuseram à confissão: "Jesus é Senhor", com a negação diabólica: "Jesus é maldito!" A história das missões modernas na China e em outros países oferece casos semelhantes. Paulo imediatamente explica aos coríntios, desanimados e perplexos, que há duas classes de inspiração: a divina e a demoníaca, e explica a diferença entre ambas. Ele lhes lembra os impulsos e êxtases demoníacos que haviam experimentado ou presenciado em algum templo pagão, e assinala que essa inspiração conduz à adoração dos ídolos. (Vide 1Cor. 10:20.) De outra parte, o Espírito de Deus inspira as pessoas a confessarem a Jesus como Senhor. "Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor senão pelo Espírito Santo" (1Cor. 12:3; Vide Apo. 19:10; Mat. 16:16, 17; 1João 4:1,2). Naturalmente isso não significa que a pessoa não pode dizer, como um papagaio, que Jesus é Senhor. O sentido verdadeiro é que ninguém pode expressar a sincera convicção sobre a divindade de Jesus sem a iluminação do Espírito Santo. (Vide Rom. 10:9.)
(b) A prova prática. Os coríntios eram espirituais no sentido de que mostravam um vivo interesse nos dons espirituais (1Cor. 12:1; 14:12). Entretanto, embora gloriando-se no poder vivificante do Espírito, parecia haver falta do seu poder santificador. Estavam divididos em facções; a igreja tolerava um caso de imoralidade indescritível; os irmãos processavam uns aos outros nos tribunais; alguns estavam retrocedendo para os costumes pagãos; outros participavam da ceia do Senhor em estado de embriaguez. Podemos estar seguros de que o apóstolo não julgou asperamente esses convertidos, lembrando-se da vileza pagã da qual recentemente haviam sido resgatados e das tentações de que estavam rodeados. Porém ele sentiu que os coríntios deviam ficar impressionados com a verdade de que por muito importantes que fossem os dons espirituais, o alvo supremo de seus esforços devia ser: o caráter cristão e a vida reta. Depois de encorajá-los a que "procurassem os melhores dons" (1Cor. 12.31), ele acrescenta o seguinte: "Eu vos mostrarei um caminho ainda mais excelente." A seguir vem seu sublime discurso sobre o amor divino, a coroa do caráter cristão. Mas aqui devemos ter cuidado de distinguir as coisas que diferem entre si. Aqueles que se opõem ao falar em línguas (que são antibíblicos em sua atitude, 1Cor. 14:39), afirmam que se faria melhor buscar o amor, que é o dom supremo. Eles são culpados de confundir os pensamentos. O amor não é um dom, mas um fruto do Espírito. O fruto do Espírito é o desenvolvimento progressivo da vida de Cristo enxertada pela regeneração; ao passo que os dons podem ser outorgados repentinamente a qualquer crente cheio do Espírito, em qualquer ponto de sua experiência. O primeiro representa o poder santificador do Espírito, enquanto o segundo implica seu poder vivificante. não obstante, ninguém erra em insistir pela supremacia do caráter cristão. Por muito estranho que pareça, é um fato comprovado que pessoas deficientes na santidade podem exibir manifestações dos dons. Devemos considerar os seguintes fatos:
1) o batismo no Espírito Santo não faz a pessoa perfeita de uma vez. A dotação de poder é uma coisa; a madureza nas graças cristãs é outra. Tanto o novo nascimento como o batismo no Espírito Santo são dons da graça de Deus e revelam sua graça para conosco. Todavia, pode haver a necessidade duma santificação pessoal que se obtenha por meio da operação do Espírito Santo, revelando pouco a pouco a graça de Deus em nós.
2) A operação dos dons não tem um poder santificador. Balaão experimentou o dom profético, embora no coração desejasse trair o povo de Deus por dinheiro.
3) Paulo nos diz claramente da possibilidade de possuir os dons sem possuir o amor. Sérias conseqüências podem sobrevir àquele que exercita os dons à parte do amor. Primeiro, ser uma pedra de tropeço constante para aqueles que conhecem seu verdadeiro caráter; segundo, os dons não lhe são de nenhum proveito. Nenhuma quantidade de manifestações espirituais, nenhum zelo no ministério, nenhum resultado alcançado, podem tomar o lugar da santidade pessoal. (Heb. 12:14.)
(c) A prova doutrinária. O Espírito Santo veio para operar na esfera da verdade com relação à deidade de Cristo e sua obra expiatória. É inconcebível que ele contradissesse o que já foi revelado por Cristo e seus apóstolos. Portanto, qualquer profeta, por exemplo, que negue a encarnação de Cristo, não está falando pelo Espírito de Deus (1João 4:2, 3).
Estará o Espírito Santo com o crente no céu? Ou o Espírito o deixará apos a morte? A resposta é que o Espírito Santo no crente é como uma fonte de água que salta para a vida eterna (João 4:14). A habitação do Espírito representa apenas o princípio da vida eterna, que será consumada na vida vindoura. "A nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a Fé", escreveu Paulo, cujas palavras significam que experimentamos unicamente o princípio duma salvação que ser consumada na vida vindoura. O Espírito Santo representa o começo ou a primeira parte dessa salvação completa. Essa verdade tomará expressão sob estas três ilustrações:
(a) Comercial. O Espírito é descrito como "o penhor da nossa herança, para a redenção da possessão de Deus" (Efés. 1:14; 2Cor. 5:5). O Espírito Santo é a garantia de que a nossa libertação ser completa. é mais do que penhor; é a primeira prestação dada com antecedência, como garantia de que se completar o resto.
(b) Agrícola. O Espírito Santo representa as primícias da vida futura. (Rom. 8:23.) Quando um israelita trazia as primícias dos seus produtos ao templo de Deus, era esse um modo de reconhecer que tudo pertencia a Deus. A oferta duma parte simbolizava a oferta do todo. O Espírito Santo nos crentes representa as primícias da gloriosa colheita vindoura.
(c) Doméstica. Assim como se dá às crianças uma pequena porção de doce antes do banquete, assim na experiência do Espírito , os crentes por enquanto apenas "provaram... as virtudes do século futuro" (Heb. 6:5). Em Apo. 7:17 lemos que "o Cordeiro que está no meio do trono... lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida". Note-se o plural nessas últimas palavras. Na vida vindoura, Cristo será o Doador do Espírito; o mesmo que concedeu uma prova antecipada, conduzirá seus seguidores a novas porções do Espírito e aos meios de graça e enriquecimento espiritual, desconhecidos durante a peregrinação terrena.

LIÇÃO NR 18 – O ESPÍRITO SANTO NA EXPERIÊNCIA HUMANA - PARTE II  - continuação

TEXTO BASE: Lucas 24.49

7. Pecados contra o Espírito Santo.

Podemos entristecer o Espírito Santo. Efés. 4:30; Atos 5: 3, 4; 1Tess. 5:19.) Os incrédulos podem blasfemar contra a Pessoa do Espírito e resistir ao seu poder. (Atos 7:51; Mat. 12:31,32.)
Última fase da obra do Espírito é apresentada na promessa de Cristo: "Mas recebereis a virtude do Espírito, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas" (Atos 1:8).
1) A característica principal dessa promessa é nos dar poder para servir ao Reino de Deus.
2) As palavras foram dirigidas a homens que já estavam em relação íntima com Cristo. Foram enviados a pregar, armados de poder espiritual para esse propósito (Mat. 10:1).
3) Acompanhando o cumprimento dessa promessa (Atos 1:8) houve manifestações sobrenaturais (Atos 2:1-4), das quais, a mais importante e comum foi o milagre de falar em outros idiomas.
4) Esse revestimento é descrito como um batismo (Atos 1:5). Quando Paulo declara que somente há um batismo (Efés. 4:5), ele se refere ao batismo literal nas águas. Tanto os judeus como os pagãos praticavam as lavagens cerimoniais, e João Batista havia administrado o batismo nas águas para arrependimento.
5) Essa comunicação de poder é descrita como ser cheio do Espírito. Aqueles que foram batizados com o Espírito Santo no dia de Pentecoste também foram cheios do Espírito.
9. Características do revestimento de poder.
A. Experiência suplementar e subseqüente à conversão
B. Alguns dizem que há muitos cristãos que conhecem o Espírito Santo em seu poder regenerador e santificador, sem terem falado em outras línguas. De fato, o Novo Testamento ensina que a pessoa não pode ser cristã sem ter o Espírito, isto é, ser habitação do Espírito. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" (Rom. 8:9).
C. Também se afirma que muitos obreiros cristãos têm experimentado unções do Espírito, por meio das quais foram capacitados a ganhar almas para Cristo e fazer outras obras cristãs e, no entanto, esses não falaram em outras línguas. O que pode mostrar a diferença então? Há um Espírito Santo, mas muitas operações desse Espírito; assim como há uma eletricidade, mas muitas operações dessa eletricidade, a qual aciona fábricas, ilumina as nossas casas, faz funcionar as geladeiras, e efetua muitos outros trabalhos, da mesma maneira, o mesmo Espírito regenera, santifica, dá vigor, ilumina e reveste de dons especiais.
D. Consagração especial e vitória sobre o pecado, e há conseqüente aumento do gozo e paz, experiência que, às vezes, tem sido chamada "santificação", ou uma "segunda obra da graça".
E. Energia à natureza humana para um serviço para Deus, resultando em uma expressão externa dum caráter sobrenatural. Duma maneira geral, S. Paulo se refere a essa expressão exterior como "a manifestação do Espírito" (1Cor. 12:7), talvez em contraste com as operações mais quietas e secretas do Espírito.  
10. Recebendo o Batismo com o Espírito Santo.
A. Uma atitude correta é essencial. Os primeiros crentes que receberam o Espírito Santo "perseveraram unânimes em oração e súplicas" (Atos 1:14). O ideal seria a pessoa receber o derramamento de poder imediatamente após a conversão, mas normalmente há várias circunstâncias duma e de outra natureza que tornam necessário algum tempo de espera diante do Senhor.
B. O recebimento do poder espiritual está relacionado com as orações em comum da igreja. Depois que os cristãos da igreja em Jerusalém haviam orado a fim de receberem coragem para pregar a Palavra, "moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo" (Atos 4:31). A expressão "moveu-se o lugar", significa algo espetacular e sobrenatural que convenceu os discípulos de que o poder que desceu no dia de Pentecoste estava ainda presente na igreja.
C. Um derramamento espontâneo, em alguns casos, pode fazer a oração e o esforço desnecessários, como foi o caso das pessoas que estavam na casa de Cornélio, cujos corações já haviam sido "purificados pela fé" (Atos 10:44; 15:9).
D. Visto que o batismo de poder é descrito como um dom (Atos 10:45), o crente pode requerer diante do trono da graça o cumprimento da promessa de Jesus: "Se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem?" (Luc. 11:13).
E. Por meio da obediência. O Espírito Santo é a pessoa que "Deus deu àqueles que lhe obedecem" (Atos 5:32).

Pr Aureo R Vieira da Silva

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sábado, 24 de maio de 2014

SÉRIE DISCIPULANDO DA IGREJA EVANGÉLICA MISSÃO PENTECOSTAL – LIÇÕES DE 6 a 12 - FINANÇAS


LIÇÃO NR 06 - VIDA FINANCEIRA I -  A ORIGEM DO DÍZIMO

 TEXTOS BASES: Levítico 27.30; Gênesis 14.20 e 28.22 Malaquias 3.10


 1) Relembrando: como vimos na lição Nr 05, o cristão possui novas  responsabilidades. Vimos que essas são as principais obrigações do crente em Jesus: deve congregar sempre.  ( Hb 10.25; At 2.44-46); deve ser uma testemunha fiel de Cristo no FALAR  E  VIVER. (At 1.8); deve ser um DIZIMISTA; deve ter alegria em entregar suas ofertas. ( II Co 9-7); deve ser batizado nas  águas. (Mt 28.19); deve participar da Santa Ceia do Senhor. (I Co 11.23-26); deve ser submisso. (Hb 13.17  I Ts 5.12-13); deve buscar o batismo no Espírito Santo. (At 1.4-5); deve viver o perdão para manter a comunhão entre os irmãos (Mt 6.14;  Col 3.13). A partir desta lição Nr 6, estudaremos cada um desses deveres, até que encerremos o módulo 1. A partir do Módulo 2 e a seguir, estudaremos os conselhos práticos e as principais doutrinas da Palavra de Deus. Começaremos pela parte do dever de ser dizimista.
2) Verdade sobre o dízimo: “O dízimo não deve ser encarado como uma obrigação religiosa, mas como a única forma de Deus abençoar seu povo em relação à vida financeira.”
3) Primeiras demonstrações de amor (o dízimo antecede à Lei mosaica)
Abel : embora o texto não tenha a palavra dízimo, ele revela que ofertar a Deus já era algo que os homens praticavam e Deus se agradava.(Gn 4.4)
Abraão: como forma de gratidão, ofereceu o dízimo a Deus.(Gn 14.20)
Jacó: fez  um voto de grandeza com Deus, no qual, se Deus o abençoasse em tudo o que ele fosse fazer, daria o dízimo de tudo. (Gn 28. 18 a 22)
Os grandes homens de Deus do velho testamento foram os mais ricos de suas épocas, porque todos eram dizimistas. De tudo que recebiam davam o dízimo.
 4) Considerações sobre o dízimo
a. É a décima parte de toda sua renda.
b. É santo. É parte de nossa renda que pertence a Deus. (Lv 27.30)
c. É a primeira coisa a se fazer quando receber o salário ou qualquer renda (II Cr 31.5)
d. É para nos abençoar, se fizermos prova de Deus. Se dermos o dízimo, mas não provarmos a Deus, talvez não sejamos  abençoados. Ele nos manda prová-lo. (Ml 3.10)
e. É uma forma de gratidão a Deus. (Gn 14.20)
f. É a única maneira de impedir a ação de demônios que atuam na vida financeira (Ml  3 .11)
g. É noetestamentário: Jesus mandou dar o dízimo. Ver Mateus 23.23: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!. Pois dizimais a hortelã, o endro e o cominho e desprezais o mais importante da Lei, que é o juízo, a misericórdia e a fé. Deveis, porém, fazer essas coisas e não omitir àquelas.” Observem como Jesus disse: Fazer e não esquecer àquelas (aquelas é referência ao dizimar da hortelã, endro e cominho. Ele usou o modo imperativo, ou seja, ordem!) Jesus determinou que déssemos o dízimo, mas mais importante seria o juízo, a misericórdia e a fé.
5) Dízimo não é oferta e oferta não é dízimo
Oferta é um modo de dar a Deus, mas a Bíblia não define quantidade ou percentual, como é com o dízimo. Você pode ofertar bem mais que o dízimo, como pode ofertar menos que o dízimo. Oferta é contribuição e a Bíblia diz que cada um deve contribuir segundo propôs no seu coração. (II Cor 9.7)
Você não pode perder os próximos estudos, pois você vai aprender coisas maravilhosas sobre dízimo e ofertas, que irão transformar sua vida financeira.
A partir desses estudos, você aprenderá a respeito da benção de Deus sobre sua vida financeira, seus negócios, profissão, patrimônio e tudo que se relaciona com o dinheiro. 

LIÇÃO NR 07 - VIDA FINANCEIRA II
COMPREENDENDO O SIGNIFICADO DOS GAFANHOTOS
TEXTO BASE: Joel 1. 1 ao 13 – ênfase no versículo 4

1) Verdade atual: “O profeta JOEL ( JEOVÁ é DEUS ) , ministro na época do rei JOÁS, em JUDÁ (Reino do Sul) visualizou uma invasão de quatro tipos de gafanhotos (uma classe de insetos vorazes) :
a. O gafanhoto cortador (em algumas versões bíblicas, consta como lagarta). (heb: gazam)
b. O gafanhoto migrador (em algumas versões bíblicas, consta apenas como  gafanhoto). (heb: arbeh)
c. O gafanhoto devorador (em algumas versões bíblicas, consta como locusta). (heb: yelek)
d. O gafanhoto destruidor (em algumas versões bíblicas, consta como pulgão). (heb:hasil)

Esses tipos de gafanhotos representavam uma invasão dos exércitos inimigos, que simbolizam, nos dias de hoje, tipos de demônios que atuam na vida financeira das pessoas.
Eles agem contra patrimônios, casa, carro, acidentes, destroem famílias, casamentos, comunidades, gerando miséria, desmoralizando as pessoas, sujando o nome, provocando vergonha, luto, dor, angústias e, chegando ao extremo, suicídios. Podem significar fases dos ataques, tipo por quantidade; podem significar tipos de gafanhotos; e, ainda, fases da evolução dos mesmos. No texto em inglês, a distinção é por quantidades.
2) Atenção para os seguintes versículos:
Verso 7: fez da minha VIDE uma assolação (Jer 2.21 e 22) – A igreja
Verso 7: descascou a FIGUEIRA (Oséias 9.10) – Israel
Verso 8: lamenta pela virgem de saco – Igreja humilhada
Verso 9: foi cortada a oferta do manjar – entrou o espírito da avareza
Verso 10: o campo está assolado e a terra triste. Trigo destruído. Mosto se secou. O óleo falta.
- Campo: vida, família, igreja;
- Trigo: riqueza (Prov 11.26 e Sl 65.13)   Mosto: alegria (Jz 9.13) Óleo falta: Espírito (unção)
3)  A ação dos gafanhotos para o agricultor
a. O gafanhoto cortador ou lagarta: esse tipo de inseto age mais isoladamente, provocando pequenos prejuízos para a  plantação. Come os frutos, mas em alguns casos chega a arruinar a lavoura.
b. O gafanhoto migrador ou apenas gafanhoto: age em bandos e é imprevisível. Quando o agricultor menos espera, eles surgem em grandes bandos. O prejuízo já se torna maior. Ele faz mais estragos que a lagarta.
c. O gafanhoto devorador ou locusta: age em bandos também, mas é violento. É tão agressivo que impede o agricultor de realizar a colheita, causando sérios prejuízos financeiros ao agricultor, pois ele não obterá renda alguma da plantação. É sobre esse tipo que o profeta Malaquias escreveu em Mal 3.11.
d. O gafanhoto destruidor ou pulgão: esse é o mais arrasador, pois tem poder de exterminar, não só as plantações como as pessoas. Parece com escorpiões. O destruidor atinge vidas.
4)  A ação dos gafanhotos (demônios) para o homem
a. O demônio cortador ou lagarta: esse tipo de demônio age na vida de quem não obedece a Deus e muitas vezes na vida de cristãos. Eles comem a renda e destróem o salário. Comem através de vícios, cigarro, bebida, jogos de azar, remédios (a casa da pessoa é uma farmácia), defeitos em eletrodomésticos, nas roupas, problemas em carro.  Como o inseto para o agricultor, na vida das pessoas agem em pequenas coisas. Causam sempre prejuízo e levam as pessoas a jogarem dinheiro fora. Este demônio (ou a intensidade do ataque) é vencido pelo dízimo.
b. O demônio migrador ou apenas gafanhoto: representam um tipo de demônio que age inesperadamente na vida financeira da pessoa. São inconstantes e surgem de repente, causando prejuízos e despesas inesperadas, que as pessoas acabam se endividando para cobrir a despesa surgida. Causam revoltas. Este demônio também é vencido pelo dízimo.
c. O demônio devorador ou locusta: são arrasadores.  Eles, assim como o inseto não deixa o agricultor colher por serem agressivos, não deixam as pessoas receberem seus salários. Isso quer dizer que quando a pessoa recebe o salário tem que pagar tantas contas que não sobra nada. É como se não colhesse. Esses demônios geram miséria, dor, dívidas, prejuízos, fome, insônia, desemprego, etc. Suas vítimas têm suas casas e bens tomados, não conseguem pagar seus compromissos, são envolvidas em negócios desonestos e perigosos, seus bens são levados a leilão, sofrem ameaças de morte por dívidas, ficam sem crédito, sem moral e sem valor. Tornam-se um lixo, sendo rejeitadas pelos amigos. Só contam desgraças e misérias. As portas se fecham, são despejadas, tudo que fazem é em vão e são levadas, normalmente, ao alcoolismo. Este demônio também é vencido pelo dízimo, mas também pelo ato de fé de, depois de dizimar, fazer prova de Deus, se Ele abençoa ou não.
d. O demônio destruidor ou pulgão: o mais terrível. Leva as pessoas ao suicídio, provocam desastres, mortes, pavor, chacinas, matança geral por doenças, etc. Esse demônio atua nos bens materiais das pessoas, mas também na vida física, ou seja , a sua ação vai além de bens materiais. Ele provoca doenças sem cura, assassinatos, incêndios, enfim, destruição total. Destrói patrimônios e vidas. Sua ação é semelhante a que o próprio diabo fez na vida de Jó. Destruiu todos seus bens materiais, sua família e depois colocou em Jó uma doença incurável. É vencido pelo dízimo, mas também pelo entendimento que JESUS nos deu autoridade sobre os demônios (Lucas 10.19) e pela obediência à Palavra de Deus. Jesus disse que o ladrão (diabo) veio para destruir, mas Ele (JESUS) veio para dar vida e vida em abundância.
5) As quatro ações específicas dos demônios no homem
 Vejamos  o verso 7 do capítulo 1 de Joel: “Fez da minha vide (ou videira) uma assolação, tirou a casca de minha figueira, despiu-a toda e a lançou por terra.” Isso exemplifica a ação dos demônios nas nossas vidas financeiras.
a. Eles assolam [aqui começa o processo de miséria. Por meio de pequenas coisas eles vão minando os bens (poucos ou muitos) da pessoa].
b. Eles destroçam (aqui, deixam a pessoa sem ação).
c. Eles tiram a casca (humilham )
d. Eles lançam por terra (matam)
E você, como vai sua vida financeira? Sabia que Deus quer tua prosperidade?
Mas, diga-me mais: você é dizimista? Viu o que acontece com quem não é dizimista?
Na próxima lição, estaremos aprendendo mais ainda sobre vida financeira.

LIÇÃO NR 08 - VIDA FINANCEIRA III - COMPREENDENDO A RESTITUIÇÃO APÓS A DESTRUIÇÃO DOS GAFANHOTOS

 TEXTO BASE : Joel 2. 25 e 26
1) A arma contra o Destruidor
O demônio destruidor ou pulgão: o mais terrível (Joel 2. 2 ao 10). Leva as pessoas ao suicídio, provocam desastres, mortes, pavor, chacinas, matança geral por doenças, etc. Esse demônio atua nos bens materiais das pessoas, mas também na vida física, ou seja, a sua ação vai além de bens materiais. Ele provoca doenças sem cura, assassinatos, incêndios, enfim, destruição total. Destrói patrimônios e vidas. Sua ação é semelhante a que o próprio diabo fez na vida de JÓ. Destruiu todos seus bens materiais, sua família e depois colocou em JÓ uma doença incurável. É vencido pelo dízimo, mas também pelo entendimento que JESUS nos deu autoridade sobre os demônios (Lucas 10.19) e pela obediência à Palavra de Deus. Jesus disse que o ladrão (diabo) veio para destruir, mas Ele (JESUS) veio para dar vida e vida em abundância. ARMA: AUTORIDADE
2. O processo da vitória sobre o Destruidor
 Ainda assim (v 11): Aquilo que parece impossível. Ainda ASSIM. (Sl 27.3 / 46.2 e 3 / Is 1.18) – Ainda que algo pareça impossível. É aí que Deus começa e gosta de agir. Segue-se o processo da restituição:
1º passo (v 12): convertei ao Senhor de TODO o coração (choro, jejum, pranto: arrependimento). Sem mudar nossas práticas, tudo não passa de ilusão. Tudo não passa de convencimento de mudança. Sem um arrependimento que nos leva ao nosso próprio EGO e nos crucifica com CRISTO (Gl 2.20), não há regeneração. Importa NASCER DE NOVO (Jo 3.7).
2º passo (v 13): rasgar o coração e não as vestes. Implica em dizer sobre a regeneração. Deus nos chamou para novidade de vida. Novo coração. Nova pureza. Novo pensar. Não adianta rasgar roupas. Não adianta parecer que, é preciso ser. Não entre em Ondas Espirituais. Cada dia um inventa algo novo. Mas nunca rasgam os próprios corações. Aqui está falando em rasgar nossos corações e não dos outros. Se um coração novo, nada adianta. (Ez 11.19 e 36.26).
3º passo (v 14): voltar às ofertas – libação é adoração – coração que se derrama (Nm 4.7) – Eles haviam cortado a libação das ofertas (derramar vinho sobre as ofertas). Libação é ir além do que Deus pede. Em Isaías capítulo 1, há uma revelação tremenda sobre isso:
14 As vossas luas novas, e as vossas solenidades, a minha alma as odeia; já me são pesadas; já estou cansado de as sofrer.
15 Por isso, quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
16 Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.
17 Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas. (isso é LIBAÇÃO-ir além)
4º passo (v 15): tocar a trombeta -  anunciar – despertar – pregar – alertar (Jer 6.17). Aqueles que pensam que tocar a trombeta é missão da liderança ou dos irmãos em serviço na Ihreja de Jesus estão se enganando. Estão pensando em algo para se justificar. Tocar a trombeta. Alertar contra o pecado, contra a idolatria, contra a rebeldia, alerta, alerta, alerta. Pegue sua trombeta e toque hoje mesmo.
5º passo (v 16 e 17): provas de arrependimento – ide e produzir frutos de arrependimento (Mat 3.8). Sem frutos nada somos. Muitos estão na igreja vivendo socialmente, mas a Igreja (o reino) não está neles. Não adianta. Não se engane. Sem frutos de arrependimento, sempre haverá legalidade para gafanhotos destruidores agirem em sua vida. Limpe sua casa hoje mesmo.
3 ) A restituição
- Verso 18: o Senhor se compadeceu (teve compaixão – voltou-se para nós)
- A palavra aparece 83 vezes no A.T - 19 no N.T: sempre se refere a uma mudança de Deus em relação a atitudes do homem. Se o Senhor se compadecer, a aferição de seu arrependimento é Ele quem faz, então:
a. trigo (riqueza) e o mosto (alegria), e o azeite (unção), e deles sereis fartos, e JAMAIS serão desonrados. (v 19)
b. removerei para longe de vós o exército do norte (persas) , e lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta. O que invadia irá para terra seca! (v 20)
c. os pastos do deserto reverdecerão (voltarão a ser verdes:cura física), porque o arvoredo dará o seu fruto, a vide (igreja) e a figueira (Israel) darão a sua força. (v 22)
d. regozijo e alegria – virá a chuva temporã; fará descer a chuva no primeiro mês, a temporã e a serôdia. (as que vem fora de época – todos querem!!) (v 23)
e. E as eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de mosto e de azeite. (contas correntes ficarão cheias) (v 24) – lagares: onde pisam as uvas/azeitonas para separar os líquidos. Para tirar o melhor. Nossa formação como homens e mulheres de Deus será cheia de alegria e unção!
f. você será restituído em TUDO – preste atenção: há um preço. Não é resultado de cantar um hino ou coisa do tipo. Há um protocolo a ser adotado! (V 25); Mas há um resultado excelente: RESTITUIR-VOS-EI OS ANOS CONSUMIDOS PELOS GAFANHOTOS!
g. Comerás e se fartarás abundantemente (v 26);
h. Jamais será envergonhado (v 27).
4) Promessa profética
II Crônicas 7.13, 14 e 15
Se eu fechar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o meu povo. E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então EU ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os meus olhos e atentos os meus ouvidos à oração deste lugar.  Na próxima lição, estaremos aprendendo mais ainda sobre vida financeira.


LIÇÃO NR 09 - VIDA FINANCEIRA IV - MEDIDAS REDOBRADAS - TEXTO BASE : Lucas 6.27 ao 38

1) O agir dos gafanhotos
Foi compreendido como se fossem em etapas ou tipos: vimos nas lições anteriores que o agir dos demônios nas nossas vidas financeiras pode ser dividido em quatro tipos, ou fases, ou momentos, enfim, existem quatro maneiras de derrotas financeiras. Vimos exemplos do que ocorre na igreja, como por exemplo, o fim da alegria, da riqueza, da unção e muitas outras coisas que podem vitimar, individualmente, aqueles que servem e os que não servem a Deus. Também aprendemos que a restituição em nossas vidas é uma ação profética do próprio Deus (Joel 2.24 a 28), mas ela se processa conforme nossas atitudes. Há uma reação de Deus às nossas ações. Essa reação é confirmada na Nova Aliança.
 2) Deus abençoa de quadruplicado a cem vezes – (verso 38):
- II Samuel 12.1 a 6 e Lucas 19.8 – Este é o princípio de Deus (a base)
- Mateus 19.29 e Marcos 4.20 e 10.30 – do espiritual para o material. O princípio motor, ou seja, a base de vida é sempre: sai do mundo espiritual (fonte espiritual – sobrenatural) e vem para nosso mundo, para a dimensão humana.
Jesus, por sua vez, ensina que as quatro medidas ou fases, em oposição aos gafanhotos (demônios) são:
a. Boa medida : significa no ponto, aquilo que você precisa.
b. Sacudida: além do que você precisa, começa haver “um agito” na suas bênçãos financeiras, acima da boa medida.
c. Recalcada: a benção financeira começa a ficar firmada, você já não tem dúvida da estabilidade que Deus está te dando. Firmeza na vida financeira. Também significa aquele momento quando se começa a concentrar a renda, o dinheiro para adquirir bens.
d. Transbordante: aqui, a benção é total e absoluta. Começa a derramar, a sobrar, você começa a dar aos outros e sabe que aquilo que sobra é porque foste fiel a Deus.
REGAÇO: (derramarão em nossos regaços) – era uma bolsa feita com a parte da frente da túnica. Ver Rute 3.15 e Prov 21.14. As medidas usadas por Jesus referem-se a uma prática dos mercadores orientais de cereais, que enchiam os sacos com as medidas corretas para os fregueses o mais que podiam até sair pela boca dos sacos (até transbordar).
3) Deus não abre mão do dízimo por ser aliança eterna (Mat 22.21 / Mc 12.17, Lc 20.25 e Hb Cap 7 e 8)
 a. Não deixe de dizimar por nada neste mundo. Quando você retém o dízimo, você toma o que pertence ao Senhor Deus. Mas ele não empresta para ninguém. A Ele o que é dEle.
 b. A infidelidade pode trazer desgraças para sua vida financeira. Ml 3.6 a 9
4) A obediência é o sinal da vitória
 a. Deus pergunta ao desobediente: quem sabe tu voltarás e se arrependerá e deixará sua oferta ?  Joel 2.14
 b. Paulo orienta a sempre ofertar e ensina que DAR a Deus é a saída para os problemas. Ele chama de benção o DAR (II Cor 9.5). Depois, ele diz claramente que a benção é proporcional ao DAR. Quem semeia em abundância colhe em abundância (II Cor 9.6).
5) Por que Deus dá importância aos dízimos?
a. Porque é prova de amor para com Ele. (I Cr 16.29 e Mal 3.10)
b. Porque o infiel é avarento e isso, segundo Paulo, é idolatria e Deus abomina a idolatria. (Is 32.7 / Lc 16.14 / I Cor 5.10 e 11 / Ef 5.5 e Col 3.5)
c. Porque sem recursos não se faz a sua obra. Basta observarmos para as igrejas (Deut 26.12 / I Rs 10.11 e 12 /
d. Porque se o povo não dizimar a obra para e não há prosperidade para as pessoas. (Joel 1.1 a 10)
e. Porque Ele ama quem dá com alegria. Assim, separe seu dízimo, logo que receber. Não pare para pensar se o salário vai dar para o sustento ou pagar as contas. Dizime primeiro, depois pense em seus gastos. (II Cor 9.7). Você já deu seu dízimo este mês? E no mês passado?

 LIÇÃO NR 10 - VIDA FINANCEIRA V - A SISTEMÁTICA DO DAR PARA UM CRENTE - TEXTO BASE: Lucas 6.38

A forma do crente ofertar é totalmente diferente da forma do não crente. O crente dá; o não crente acumula. Os pássaros não passam fome e os lírios do campo vestem lindas roupas. Se alguém tiver alguma necessidade, deve estar ocorrendo um vazamento em algum lugar. Vejamos alguns princípios do DAR à luz da Bíblia Sagrada.
1) O Princípio Cristão
“Dai e dar-se-vos-á; boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, generosamente vos darão; porque com a medida com que tiverdes medido vos medirão também.” Lc 6:38. Como crentes, esperamos em Deus todo o nosso suprimento, mesmo os que são ricos. Paulo nos exorta a não colocarmos nossa esperança na incerteza das riquezas (I Tim. 6: 7-10 e 17-19). Só os que confiam no Senhor, mesmo não tendo economias, não passarão falta. Mas existe uma condição para experimentar isso. Aquele que chega ao ponto de privação, não administrou seu dinheiro de acordo com o princípio de Deus. Se seguirmos a lei do gastar, naturalmente cairemos na pobreza. Deus pode nos suprir ricamente; nunca pense que Ele é pobre. Tudo no mundo é dEle. Mas precisamos preencher esta condição “dai e dar-se-vos-á!”.
 2) O receber é medido pelo dar
Tenho visto irmãos em crises financeiras e a dificuldade não está no ganhar pouco e sim no dar pouco. Aquele que pensa em si é pobre; o que dá é rico. Para evitarmos a pobreza precisamos dar! Quanto mais dermos, mais Deus vai nos dar (é bom lembrar que não se trata de barganha com Deus! Sou movido a dar, mesmo que não receba de volta o que dei).
Devemos dar porque sabemos que temos bastante na poupança? De modo nenhum! Deus nos tratará da mesma forma que tratamos nossos irmãos. Se dermos tudo a eles, eles nos darão tudo! Se ganhamos pouco, é porque ofertamos pouco! O ensino da Palavra é: “Dai e dar-se-vos-á !”
Dê e o Senhor dará a você; se não dermos aos outros, Deus não terá obrigação de nos dar. Muitos têm fé para pedir dinheiro a Deus, mas não tem fé para dar ofertas. Os novos crentes devem aprender essa lição logo. Aprendam isso: vocês devem dar da forma como gostariam de receber! Na verdade, Deus Se compromete a suprir apenas um tipo de pessoa: as que estão dispostas a dar.
Os termos em Lucas 6:38 são maravilhosos: boa medida. Quando Deus dá, ele nunca faz cálculos. Ele dá abundantemente! Seu cálice transborda: boa medida, recalcada, sacudida, transbordante! Não esqueça: “com a medida com que medirdes vos medirão a vós”. A forma do cristão administrar suas finanças não é segurando firmemente o dinheiro em suas mãos. Quanto mais seguramos, mais fatal ele se torna. Tal dinheiro será inútil; derreterá como gelo. Somente dando é que o dinheiro é aumentado. Segurar o dinheiro produz pobreza.
 3) Semeando para Deus
“E isto afirmo: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia com fartura, com abundância também ceifará” (II Co. 9:6). Isso se relaciona com as finanças do cristão. Não se trata de jogar fora e sim de semear. Como podemos colher se não semeamos? Muitas orações por suprimento não são ouvidas porque somos duros e queremos colher onde não semeamos! Semeia para seus irmãos e irmãos em dificuldade! Paulo está falando de enviar dinheiro para os irmãos pobres em Jerusalém. Muitos comem tudo o que ganham. Semeia um pouco e no próximo ano você terá o dobro.
4) Entregando ao Senhor
A palavra de Deus é muito clara no Antigo Testamento: “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro... e fazei prova de mim, diz o Senhor ” (Ml 3:10). O povo de Israel estava em grande pobreza nessa ocasião porque não deram ao Senhor. Se com 100 reais já é difícil, como será com 80? Esse é o raciocínio humano; mas “para os homens isso é impossível, mas com Deus tudo é possível ” (Mt 19:26). O motivo da pobreza é os 100 reais e não os 80. Se entregarmos a Deus, entramos na benção.
5) Espalhando para Deus
“Um dá liberalmente e se torna mais rico; outro retém mais do que é justo e se empobrece” (Pv 11:24) Muitos não espalham e por isso nada sobra. Mas os que espalham se tornam ricos diante de Deus.
6) Gastando para Deus
Quando Elias orou pedindo chuva, a nação estava sofrendo grande seca. Mas quando Elias ofereceu um sacrifício e pediu chuva, ele ordenou que derramassem água sobre o holocausto. A água era preciosa, mas Elias fez com que derramassem três vezes sobre o sacrifício, até a vala ao redor do altar ficar cheia de água. Não havia chovido ainda; não era um desperdício? Mas Deus enviou a chuva. Você quer a chuva do céu? Então derrame sua água primeiro.
Eis o problema de muitos: o apego ao que possuem. Depois querem que Deus os ouça. Sempre reservam um pouco para o caso de Deus não responder. Não, devemos gastar o que temos. Isso se aplica ao dinheiro. Os novos crentes (e os mais antigos) devem aprender a se livrar do poder de Mamom. Coloquemos tudo no altar.
7) O Suprimento de Deus
“E o meu Deus suprirá todas as vossas necessidades segundo as Suas riquezas em glória em Cristo Jesus” (Fl 4:19). Os de Corinto eram limitados no dar, mas os filipenses eram generosos. Uma e outra vez eles supriram o Apóstolo Paulo; agora Paulo diz que Deus vai supri-los ricamente. Muitos tentam aplicar este versículo mas esquecem que Deus supre os doadores e não os que apenas pedem! Quando sua panela estiver quase vazia e a botija faltando azeite, lembre-se de fazer um bolo para Elias, o profeta de Deus. Aí o seu pouco durará três anos e seis meses. Quem já ouviu falar de tal coisa? Isso não dá para uma refeição, mas se for dado a Deus primeiro, sua vida poderá ser sustentada por esse pouco.
8) A Prática Cristã é Dar - Doar
 O Antigo e o Novo Testamento enfatizam a mesma coisa. Existe pobreza em nosso meio? A razão pode ser o apego ao que temos. Quanto mais nos amamos, mais fome teremos. Se a questão do dinheiro não for resolvida, nada será resolvido. Qualquer que considera o dinheiro como algo grande, está próximo da pobreza. Posso não ter condições de testemunhar de outras coisas, mas dessa eu posso: quanto mais seguramos o dinheiro, mais pobres nos tornamos. Vamos soltar o dinheiro, permitindo que ele realize milagres para Deus.
Não se trata de esbanjamento. Isso será visto e aprendido na próxima lição. Não podemos esbanjar. É abrir a mão para ofertar, para dizimar. Uma coisa importante: não deixe de dar na sua igreja para ajudar outras igrejas. Se sentir de ajudar alguém ou algum ministério, podes fazer, mas sem deixar a sua casa, a sua igreja. Tem gente que diz que sentiu de Deus apoiar tal ministério e tira daquilo que deveria ofertar/dizimar em seu ministério. O gado nas montanhas e as ovelhas nos campos pertencem a Deus. Quem é tolo em pensar que pode ser dono disso? Que o dinheiro da igreja seja vivo. Coloquemo-nos na Palavra de Deus, senão ele não terá como realizar Sua Palavra em nós. Vamos nos dar primeiro ao Senhor e depois soltar nosso dinheiro para que Ele possa nos dar.
9) Sete formas de Dar
a. Descuidada: Damos para toda causa, sem discriminação
b. Impulsiva: Damos sem meditação
c. Preguiçosa: Fazemos bazares, etc
d. Egocêntrica: Tocando trombeta
e. Sistemática: Dando como hábito
f. Imparcial: Dando a quem precisa e a quem Deus indicar
g. Sacrificial: Dando do necessário
Esta lição Nr 10, em especial, é de autoria do irmão Watchman Nee, sendo adaptada pelo Pr Aureo Ribeiro.

LIÇÃO NR 11 - VIDA FINANCEIRA VI - COMO O DINHEIRO VEM A MÃO DO CRISTÃO -TEXTO BASE: Efésios 5. 15,16 e 17

1) Introdução
Se um ímpio ganha dinheiro, qual o motivo de um cristão não ganhar dinheiro também? O motivo é o que Salomão explica em Eclesiastes 1. versos de 1 a 9 que não há diferença marcantes nas coisas da vida. Tudo corre na mesma direção. O sol nasce para todos. Entretanto, há uma diferença para quem usa a sabedoria na execução das coisas na vida.
Se eu posso realizar alguma coisa na minha vida recebendo mais e me desgastando menos, porque não aprender isso. Vejamos Eclesiastes 10.10: há um segredo. Ser sábio nem sempre é ser estudioso, mas é o que sabe fazer melhor. Assim, na vida profissional lembre-se: sempre tem um modo de resolver melhor as coisas. Seja a guerra, a política, os problemas familiares, os problemas de relacionamento, etc, etc, Para que um crente em Jesus ganhe dinheiro nesta vida, claro, não estamos afirmando tornar-se milionários, mas ter uma vida cada vez melhor, existem algumas características que precisam ser preenchidas.
2) Práticas corretas para trazer dinheiro às nossas vidas
      a. O cristão deve ser dizimista: essa é a base. Sem essa não virão as demais. Muitos ímpios prosperam, mas isso é bíblico (Ec 9.2) mas o ímpio tem seu final já marcado por Deus. (II Sam 23.6). Outro texto fala bem sobre o fim dos ímpios: Sl 1.4. Como até agora só falamos em dízimo não iremos comentar mais sobre isso.
b. Paciência: paciência é uma das mais importantes características quando o assunto é economizar dinheiro. Isso significa esperar até que a primeira onda publicitária de um produto passar, ficar com o mesmo carro mais alguns anos antes de trocar e esperar até que algo que você queira se encaixe no seu orçamento ao invés de comprar a crédito. Paciência é geralmente a diferença entre criar economias e estar endividado. Ter paciência para esperar até encontrar um bom negócio é o alicerce das finanças saudáveis. (Ec 7.8, Rom 8.25)
c. Satisfação pela salvação – completos em Cristo: quando você está satisfeito, não há motivos para gastar em coisas desnecessárias. O único propósito dos comerciais é fazerem você acreditar que comprar aquele produto o fará mais feliz, mais rico, mais bonito ou melhorar o que quer que não esteja te deixando satisfeito. As pessoas gastam porque querem obter o entusiasmo mostrado na propaganda. Quando você está satisfeito com o que tem e com a sua vida (sem tentar viver como o pessoal da TV), suas finanças estarão muito mais seguras. (Rom 15.13, II Cor 7.4)
d. Organização: ser organizado pode torná-lo mais produtivo e assegurar que todos os problemas pertinentes às finanças pessoas estão sob controle. Isso significa não pagar taxas por atraso, não comprar dois de cada coisa, saber dos prazos de vencimento que podem afetar suas finanças e fazer mais em menos tempo. Tudo isso pode beneficiar muito suas finanças. (Prov 6.6 a 8, Col 2.19) O organizado é que tem chance de crescer. O que é organização? Um especialista japonês em qualidade total diz que organização começa com uma boa faxina.
e. Disciplina: você precisa de disciplina para continuar a poupar dinheiro todo mês para objetivos específicos ou de longo prazo. Finança pessoal não é uma ferramenta para torná-lo rico rapidamente, mas uma execução disciplinada dos planos da sua vida. II Cr 26.13, Prov 5.22 e 23 e Heb 12.8,. Nós erramos diariamente neste quesito. Com nossa vida financeira, aquilo que fica definido como meta, como alvo deve ser seguido. Sem disciplina, o apenas dizimar não vai ajudar.
f. Habilidades: ter habilidade significa conhecer aquilo que faz ou naquilo que trabalha. Habilidade vem do latim (habilitate), sendo o grau de competência de frente a um determinado objetivo. Poder-se-ia assim, por exemplo, falar de "habilidade mecânica" (a capacidade de colocar uma máquina em funcionamento), "habilidade verbal" (a capacidade de fazer uma apresentação discursiva), "habilidade matemática" etc. Sem habilidade no exercício profissional a tendência é o fracasso. Êxodo 36. 1 a 3 mostra claramente essa questão. O mais interessante é no capítulo anterior, quando se observa o verso 31, que Deus havia dado a habilidade a pessoa em questão: Bezalel. II Cr 2.7 e 14 mostra a relevância que é ter essa característica. Provérbios 1.5 revela que há necessidade de sermos completados na habilidade. Isso é na vida profissional, na igreja, nos dons, no trato pessoal, no relacionamento, etc etc. Há alguns anos atrás, o SEBRAE tinha feito uma pesquisa de mercado sobre pessoas que deixavam seus empregos e abriam negócios próprios. De cada 10, 8 fechavam em até 1 ano. Uma ficava depois de 2 anos. O problema que descobriram era que o profissional por ser, exemplo, sapateiro em uma fábrica podia ser um dono de empresa de fabricação de sapatos. Acontece que ele sabia fazer sapatos no sentido de fabricar uma peça de sapato. Ter uma fábrica de sapato não exige apenas a habilidade de ser sapateiro, mas outras como a de gerenciar, organizar, mandar, pagar corretamente, saber utilizar o insumo (matéria-prima) correta, etc etc etc.
3) Conclusões
Há um espaço muito grande nessa área financeira. Há muito que aprendermos. Deus nos quer cada vez melhores financeiramente. Deus nos capacita para as melhores obras. Vimos que algumas características dependem de nosso esforço pessoal, algumas de dons, outras de estudo, enfim, cada uma delas tem seu ônus. Na próxima lição, veremos as demais características das pessoas que ganham dinheiro e como o crente deve agir para, também, ganhar mais e mais.

 LIÇÃO NR 12 - VIDA FINANCEIRA VII - COMO O DINHEIRO VEM ÀS MÃOS DO CRISTÃO II - TEXTOS BASES: Deut 28.1 ao 4  

1) Práticas corretas para trazer dinheiro às nossas vidas - continuação


a. Realização de autocríticas: É importante estar apto a olhar para suas decisões financeiras e refletir sobre seus resultados. Você irá cometer erros financeiros. Todo mundo comete. O segredo é aprender com esses erros para não cometer novamente ou reconhecer quando continuar a cometê-los. (Lv 26.23 – Prov 1.22 – Prov 2.11)
b. Criatividade (Gen 30.28 ao 42): A economia e os nossos ganhos nem sempre coincidem com nossas expectativas. Acontecimentos inesperados estragam nossos planos financeiros. Quando isso acontece, mudanças são necessárias para lidar com as novas circunstâncias. Criatividade é essencial para se realizar isso. A criatividade permite a você fazer algo durar mais ao invés de realizar uma comprar quando não tem o dinheiro. Isso significa se virar com o dinheiro que tem ao invés de simplesmente recorrer ao cartão de crédito. Significa encontrar uma alternativa mais em conta quando o dinheiro está curto. Hoje em dia, criatividade conta muito para manter as finanças em ordem.
 c. Curiosidade e inteligência (II Cr 26.15 e Dan 1.3 e 4): Ser curioso lhe ajuda a aprender, estudar e melhorar. A curiosidade de querer saber mais, de tirar um tempo pra estudar e aí colocar na prática o que aprendeu é um processo importante que é guiado pela curiosidade. A inteligência não como inteligência apenas cognitiva (ter conhecimentos), mas a inteligência emocional, qual seja, resolver problemas. Problema aparece para ser solucionado.
d. Assumir de Riscos (Deut 20.8 e Isaias 13.17): para construir riqueza, é preciso querer assumir riscos. Isso não significa riscos não calculados. Significa pesar todas as opções e assumir riscos calculados quando for apropriado. O mercado de ações, como exemplo, possui risco envolvido, mas ao longo prazo, a história nos mostra que proporciona grandes retornos ao dinheiro investido com inteligência. Aqueles que temem todo tipo de risco acabam colocando dinheiro em poupanças que podem até perder parte do dinheiro para a inflação no longo prazo.
e. Ter metas (Jó 17.11 Prov 19.21): a importância de definir e buscar metas é óbvia. Se você não sabe para onde ir, fica difícil chegar lá. Ter metas financeiras e estar motivado a atingir as metas que você estabeleceu ajuda muito suas finanças. Aqueles que não ligam para metas não possuem um mapa que os leve aos destinos financeiros que eles querem.
f. Trabalho duro, sábio e persistente (Jz 18.9   Prov 6.6  Prov 10.26    Prov 20.4  Prov 21.25): criar riqueza e estar sem dividas raramente se consegue sem muito trabalho duro. Muita gente tem a esperança que a loteria resolva todos os seus problemas financeiros. O verdadeiro caminho para a liberdade financeira, no entanto, é trabalhar duro para ganhar dinheiro enquanto se aperfeiçoa para continuar a ter mais valor e aumentar seu salário. Você pode não ter todas essas características. Mas conhecê-las pode ajudá-lo a fazer mudanças para nutrir as que possui e obter as que lhe faltam.

2) Conclusões
Há um espaço muito grande nessa área financeira. Há muito que aprendermos. Deus nos quer cada vez melhores financeiramente. Deus nos capacita para as melhores obras. Vimos que algumas características dependem de nosso esforço pessoal, algumas de dons, outras de estudo, enfim, cada uma delas tem seu ônus.

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