segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Um Feliz Natal – o evangelho da graça na história de Noé

 

                                    Gen 8. 5  E foram as águas indo e minguando até o décimo mês; no décimo mês, no  

primeiro dia do mês, apareceram os cumes dos montes. 6  E aconteceu que ao cabo de quarenta dias, abriu Noé a janela da arca que tinha feito. 7  E soltou um corvo, que saiu, indo e voltando, até que as águas se secaram sobre a terra. 8  Depois soltou uma pomba, para ver se as águas tinham minguado sobre a face da terra. 9  A pomba, porém, não achou repouso para a planta do seu pé, e voltou a ele para a arca; porque as águas estavam sobre a face de toda a terra; e ele estendeu a sua mão, e tomou-a, e recolheu-a consigo na arca. 10  E esperou ainda outros sete dias, e tornou a enviar a pomba fora da arca. 11 E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado sobre a terra. 12  Então esperou ainda outros sete dias, e enviou fora a pomba; mas não tornou mais a ele.

 Todos certamente já ouviram falar no dilúvio. Por meio de uma chuva intensa em 40 dias, Deus destruiu a humanidade e a recomeçou logo após o dilúvio por meio da vida de um homem: Noé.

Noé levou 120 anos para construir a arca, dando muito tempo para quem desejasse se arrepender, o que não aconteceu. No ano aproximado de 2105 A.C, a arca foi finalizada e a história da recriação da humanidade seria iniciada. As águas começaram a cair sobre a terra no que seria nosso mês de novembro e foram mais de 150 dias (Gn 8.3)  até que, após os intensos 40 (Gn 7.12) dias de chuva, as águas começaram a baixar, escoando pela terra.

Foi somente depois do quinto mês do início das chuvas que as águas começaram a baixar (Gn 8:13). Exatamente um ano e dez dias depois do início do dilúvio, Noé e sua família desceram em terra seca (Gn 8:14).

Quando a Arca se estabilizou sobre o Monte Ararat, Noé percebeu que não podia ver onde a água estava e, por isso, não podia correr o risco de sair da arca e ainda ter muita água sobre a terra e circundando a arca. Desse modo, ele decidiu soltar aves e, por meio do comportamento dessas aves, ter certeza de como as águas estavam.

Ele, então, solta um corvo (v.7), que saiu e voltou. Pelo texto, esse corvo ia e voltava até a terra secar definitivamente. Depois, Noé soltou uma pomba, mas essa, também, não achou terra e voltou para a arca (v.9).

Noé decidiu esperar sete dias e tornou a enviar a pomba para fora da arca. Desta vez (v.11), ela voltou com uma folha de oliveira no seu bico. Finalmente, na 4ª vez, Noé soltou a pomba depois de mais sete dias e ela não regressou mais.

A grande boa nova para Noé não foi quando a pomba sumiu, mas quando ela trouxe a folha de oliveira. O texto enfatiza que Noé conheceu que as águas haviam baixado. Isso nos mostra que Noé experimentou a promessa de Deus e entendeu que aquilo que Deus havia dito se cumpriu com aquela cena da pomba trazendo a folha da oliveira. De fato a água havia baixado. Tudo que Deus havia prometido estava sendo cumprido. Que coisa maravilhosa. A pequena e insignificante folha de oliveira era a convicção no coração de Noé que Deus é Deus! Que Deus havia mais uma vez cumprido sua palavra.

Temos que enfatizar também que um outro milagre estava em cena. Como que essa oliveira já estava produzindo folhas, se, em alguns dias antes, ela estava debaixo d’água? Ora, a revelação de Jesus Cristo se dá por conta de um milagre. Como uma mulher virgem gerou um homem? É inegável essa beleza do evangelho em nossas vidas. Cristo é a maior boa nova que já se viu nesse universo. A nossa salvação é a maior e melhor notícia do Natal. Um Salvador se nos deu.

Em Rom 11.17, lemos o seguinte: E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em lugar deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira”.  Paulo está mostrando que os gentios (ver verso 13) foram enxertados na raiz e na seiva da oliveira. A oliveira é a figura de Jesus Cristo. Quando Paulo diz que fomos enxertados em Cristo, ele nos remete a João, quando este aponta que Jesus veio para os judeus, mas estes o rejeitaram e, por isso, Deus deu poder de tornar filhos aqueles que creem em Cristo Jesus (Jo 1.12).

Assim, o que parecia algo insignificante, ou seja, uma folha de oliveira, nada mais é que uma tremenda mostra daquilo que havia de vir. Sempre que Deus nos trouxer uma boa nova, nesta mensagem forçosamente veremos JESUS. A oliveira de Paulo em Romanos 11 é a mesma de João 1.12 e é também aquela folinha no bico de uma pomba solta por Noé. Este é o evangelho da graça: boas novas de Salvação! Este é o verdadeiro Natal!

 

Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz. Isaías 9.6

 

 

 Aureo Ribeiro

 

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